TURISMO NA CIDADE DO PANAMÁ

EXPERIENTES EM VIAGENS
NO PANAMÁ
Desta vez, escolhemos um País das Américas para visitar e fomos conhecer o Panamá.

Muitos brasileiros só conhecem o Panamá por viajarem pela Companhia Aérea Copa Airlines, fazendo escala naquele País com direção a países da América do Norte, Ilhas Caribenhas e, também, para os da América do Sul.
Isso porque a Copa Airlines oferece diversos voos partindo de diferentes cidades brasileiras. São ao todo 74 rotas de voos que a Copa Airlines oferece aos seus clientes.
Portanto, oportunidade para nós brasileiros de conhecer o Panamá é o que não falta. Programe uma estadia nesse maravilhoso País, ou se for fazer alguma viagem com escala no Panamá, aproveite para fazer algum desmembramento de seu voo e permaneça alguns dias na Cidade do Panamá, temos certeza de que não irão se arrepender!
O Panamá tem muita história para contar, um país com características geográficas bastante peculiares, pois é banhada pelo Oceano Atlântico (mar do Caribe) e Oceano Pacífico, separados a menos de 1 hora de carro; montanhas; florestas; praias e comércio bem desenvolvidos. Uma diversidade culinária que atende o gosto de todas as pessoas.
Então vamos lá, nos acompanhe nessa aventura! realizada em janeiro de 2023.
1.0 PANAMÁ VIEJO
Iniciando pela história, falaremos do Velho Panamá (Panamá Viejo). Trata-se das ruínas do primeiro assentamento europeu no Oceano Pacífico. Fica localizado a menos de 8 km da Cidade do Panamá e sua visita é muito interessante.

O valor do ingresso, para estrangeiros, é de 10 dólares para adultos, 3 dólares para crianças e 5 dólares para estudantes (desde que possuam identificação).
Seu funcionamento é de quarta-feira a domingo, das 08h 30min às 17h 30min (último ingresso vendido até às 16h 30min).
Além das ruínas existe um Museu (Museo de la Plaza Mayor) que conta toda a história da colonização panamenha, desde a chegada dos colonizadores espanhóis em 1501. Detalha a vida das comunidades indígenas na região, apresenta a formação da Cidade do Panamá e termina com a invasão do corsário Henry Morgan que levou à destruição da Cidade do Panamá e o seu consequente deslocamento para onde é hoje a cidade velha (Casco Viejo), que será o nosso próximo passeio.

2.0 CASCO VIEJO
Impossível estar na cidade do Panamá e não conhecer a cidade antiga (Casco Viejo). Uma área recheada de muitas atividades e histórias. As igrejas antigas se misturam com bares, cafeterias e lojas de artesanato que nos confundem no quesito prioridade. Não é à toa que o Casco Viejo é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. Essa região data de 1673.

Deixe-se perder pelas ruas, com pedras vermelhas, que compõe esse bairro e desfrute ao máximo do seu encanto e beleza.

Não se deixe enganar pela faixada dos casarões pensando que todos são iguais; a decoração interna de cada uma é diferente e, impressionantemente, lindas.
Vamos apresentar alguns lugares dessa formidável região que sugerimos visitar e/ou apreciar.
3.0 CATEDRAL METROPOLITANA DO PANAMÁ (Catedral Basílica Santa María la Antígua de Panamá)
A Catedral Metropolitana do Panamá fica localizada na Plaza Mayor (ou Praça da Independência), uma importante praça do Casco Viejo, que ainda possuem em sua volta o Museu do Canal e o Palácio Municipal.

A Catedral foi consagrada em 1796, e teve sua construção iniciada em 1688, ou seja, 108 anos antes da sua consagração.
Sua beleza exterior guarda um tesouro católico no seu interior. Nele estão relíquias de Santo Antônio de Pádua; São Joselito; e do Beato Dr. José Gregorio.
O seu altar é muito lindo! Foi consagrado pelo Papa Francisco, em 26 de janeiro de 2019.
A mesa é feita de um bloco único de mármore de carrara e pesa 1.150kg. Em sua frente observa-se um pelicano alimentando a sua cria, um símbolo cristão associado a expiação, redenção e entrega dos pais aos seus filhos.

Possui, ainda, mármores de todos os lugares do mundo representando a calorosa acolhida que o Panamá tem dado, historicamente, a todos as nacionalidades do mundo.
Dentro dessa mesa foram colocadas 4 relíquias escolhidas por sua conexão com o Panamá: dois fragmentos de osso de Santa Rosa de Lima e São Martín de Porres; um pedaço da batina de São Oscar Romero. A quarta, contém o sangue do São João Paulo II, recordado com grande carinho pelos panamenhos, primeiro Papa a visitar o Panamá.
Encontramos também no seu interior a cadeira utilizada pelo Papa Francisco, por ocasião da consagração do altar.

4.0 PALÁCIO MUNICIPAL
Uma linda construção neoclássica, localizada ao lado da Catedral Metropolitana e do Museu do Canal, atualmente abriga a sede do Conselho Municipal do Panamá.

Esse prédio foi construído entre os anos de 1907 e 1910, o prédio que existia anteriormente foi sede da assinatura, em 1903, da independência do Panamá da Colômbia. Por esse motivo a Plaza Mayor também é conhecida como Plaza de la Independencia.
5.0 MUSEU DO CANAL
Uma das atrações imperdíveis para um Turista que gosta de história!
Falar do Canal significa falar, em grande parte, do desenvolvimento do Panamá em sua gênese.

Muitos fatos relacionados a história do Panamá estão intrinsecamente ligados ao planejamento e execução da construção do Canal.
Considera-se que a Independência do Panamá, em 1903, contou com o apoio dos norte-americanos, em face do interesse daquele país em construir o Canal, o que realmente aconteceu entre os anos de 1904 e 1914, quando o Canal do Panamá foi inaugurado.
Também, podemos conhecer o motivo histórico do fracasso francês em construir esse canal por Ferdinand de Lesseps, arquiteto que construiu o Canal de Suez, ou seja, não era nenhum amador!!!

6.0 IGREJA NOSSA SENHORA DAS MERCEDES
Mais uma das belas e antigas igrejas do Casco Viejo. A Igreja Nossa Senhora das Mercedes (ou Mercês) data de 1680.

Não demos sorte, pois tanto a fachada quanto o interior da igreja estavam em processo de restauração, mas isso nos enche de alegria em saber que está sendo cuidado um bem religioso e cultural de forma profissional.
O que essa Igreja apresenta de interessante é que a fachada foi trazida, pedra por pedra, da antiga igreja de mesmo nome que estava localizada no Panamá Viejo.
7.0 IGREJA DE SÃO JOSÉ
Uma das primeiras igrejas a ser construída no Casco Viejo. É mais uma igreja que estava localizada no Panamá Viejo, que com a sua destruição, foi construída no Casco Viejo.

Trata-se de um templo Augustino, que foi reconstruída no início do século XX.
Esta igreja possui um dos maiores tesouros coloniais do Panamá, o seu altar.
O seu altar é coberto de ouro. Reza a lenda de que o Frei submergiu, no mar, as partes mais importantes do altar, de forma a evitar a sua apreensão e/ou destruição pelo corsário Henry Morgan, em 1671. Quando Henry Morgan chegou a igreja o Frei disse que necessitava de 1.000 ducados para terminar a sua construção. Henry Morgan, sensibilizado, determinou a doação ao Frei, mas com o comentário de que o Frei era mais pirata que Ele.

Também, no interior dessa igreja existe um presépio gigante, nunca havíamos visto um com esse tamanho, com diversas passagens da vida de Jesus Cristo.

8.0 PARÓQUIA SÃO FRANCISCO DE NERY
Localizada ao lado da Praça Simón Bolívar.
Essa pequena paróquia passa despercebida do turista devido ao seu tamanho e localização. Entretanto, vale muito a pena a sua visita, as imagens da via sacra são peças francesas, do século XIX, em esmalte vitrificado.

A imagem central de São Francisco de Nery é fundida e pesa 180kg. No seu interior também existe um presépio, não tão grandioso como o da Igreja de São José, mas igualmente lindo.

Um aspecto muito interessante é que a visita a todas essas igrejas apresentadas anteriormente não são pagas, o visitante contribui, somente se quiser, nos locais de doação que normalmente existem nos interiores das igrejas.
9.0 COMPANHIA DE JESUS
São os restos de um templo jesuíta, ao seu lado estava um convento.

A igreja é posterior a 1749, o mais provável é que não foi terminada a sua construção.
A edificação sofreu um incêndio em 1781, e o terremoto de 1882 terminou por afetar ainda mais a construção.
10. IGREJA DE SANTO DOMINGO
Essas ruínas são famosas por seu Arco Chato, um grande arco rebaixado de ladrilhos, com 15 metros de largura e 10 metros de altura, sustentava o coro de madeira da Igreja de Santo Domingo, convertido em atração turística no século XIX. Apesar de estar em ruínas foi declarado monumento nacional em 1941.

Este arco chato se manteve em pé até o ano de 2003, quando desabou repentinamente. O que esta atualmente é uma reconstrução, entretanto o revestimento é feito com os ladrilhos originais.

Entretanto não é só de visita a igrejas e museus que é feito o Casco Viejo, existem diversos restaurantes, cafeterias, bares muito charmosos. Aqui vão algumas dicas.
11. RESTAURANTE CASABLANCA
Um restaurante localizado na Praça Simón Bolívar, inclusive as mesas externas estão localizadas na própria praça, abaixo das árvores, fazendo um local bastante aprazível para uma refeição, ou até mesmo parar para tomar uma bebida enquanto descansa.

12. RESTAURANTE DO HOTEL TÂNTALO
O Tântalo possui um restaurante no roof top bastante badalado e proporciona uma linda vista do Casco Viejo, contrastando com a cidade moderna do Panamá.

Nos finais da tarde, em determinados dias da semana, existe um DJ que anima o ambiente.

13. CERVEJARIA LA RANA DORADA
Linda cervejaria, mas melhores são as bebidas..rsrsrs..... Está localizada na casa privada mais antiga do Panamá. A cerveja, La Rana Dorada, encontra-se à venda, também, nos supermercados do Panamá.



14. PEDRO MANDINGA RUM BAR
O Rum, bebida típica caribenha, pode ser bem apreciado no Pedro Mandinga Rum bar, em suas diversas marcas, puro ou na forma de drink que você mais apreciar.

15. CAFETEIRA SISU
Existem diversas cafeterias no Casco Viejo, escolhemos uma com um estilo mais moderno e aconchegante.

O importante é que a cafeteria que você escolher tenha o café Geisha.
Esse café é tido como um dos melhores do mundo e, consequentemente, um dos mais caros também. A xícara de café custou 10 dólares, mas como brasileiros apreciadores de café valeu a pena.
Para dizer a verdade considerei o café mais fraco do que o que estamos acostumados a apreciar, porém o paladar é muito gostoso.
Quem quiser levar uns quilinhos desse café para casa pode encontrá-los em supermercados, local que indico para aquisição, pois em outros lugares o preço pode custar até o dobro.
16. RASPADINHA NAS CALÇADAS
Se procura por algo bem mais rápido, descontraído e ao mesmo tempo saboroso, não deixe de apreciar uma raspadinha.

Trata-se de um gelo raspado, muito encontrado também nas praias paulistanas, servido em um copo, onde são incluídos doces em calda, com sabores variados e, após isso, uma bem servida porção de leite condensado....hummm....da água na boca só de lembrar.
Uma das famosas é a que fica localizada na Plaza Mayor (Plaza de la Independencia) em frente ao museo do canal, mas vocês encontrarão vários espalhados por todo o casco viejo.
Mas o Casco Viejo não termina por aí não! Existem diversas praças que se destacam por sua beleza e significado.
17. PLAZA SIMÓN BOLÍVAR
Simón Bolívar foi um General venezuelano considerado o “Libertador das Américas".
Ao redor da praça existem diversos restaurantes e bares, inclusive o Casablanca, já citado neste texto anteriormente.

18. PLAZA DE FRANCIA
Nessa praça está localizado o Monumento ao Canal do Panamá.
Uma homenagem aos franceses precursores da construção do Canal do Panamá, bem como as cerca de 22.000 mil pessoas que perderam as suas vidas nessa construção.

O intento francês não obteve sucesso, mas considera-se que os ensinamentos desse fracasso propiciaram a sua construção pelos norte-americanos.
A construção desse memorial, remonta 1921, o obelisco possui 18m de altura e no seu topo está posicionado um galo de bronze que representa esperança e fé.
No centro está o busto de Ferdinand de Lesseps o grande arquiteto francês, responsável pela construção do Canal de Suez que aceitou o desafio de construir o do Panamá.

19. PASEO DE LAS BOVEDAS
Este local, no passado, fazia parte da defesa do Panamá contra os ataques de piratas. Atualmente é um lindo local para se passear e apreciar a vista da parte nova da cidade e de diferentes locais turísticos do Panamá, como por exemplo a Ponte das Américas e o Biomuseo.

Ao longo da caminhada existem diversas barraquinhas vendendo artesanatos regionais.

O Passeo de las Bovedas também destaca o local onde foram disparados tiros de canhão, no dia 03 de novembro de 1903, fazendo com que a Canhoneira Bogota se afastasse, consolidando assim a independência do Panamá.

20. TEATRO NACIONAL DE PANAMÁ
O Teatro Nacional do Panamá está localizado no coração do Casco Viejo, bem próximo a Praça Simón Bolívar e o Paseo de Las Bovedas.
Construída em estilo neoclássico, foi inaugurado em 1908. Em sua fachada existem duas estátuas que representam as deusas da música e das letras, ou seja as artes.

Creio termos chamado a atenção para as inumeráveis atrações turísticas existentes no Casco Viejo, mas temos certezas de que elas não se encerram por aí. A variedade de lugares, restaurantes, bares e atrações turísticas são incontáveis. Cada turista tem uma experiência diferente no Casco Viejo, mas temos certeza de que passarão por alguma(s) da que apresentamos aqui.

Como já dissemos, a história do Canal de Panamá se mistura com a história do Panamá, pois a construção foi tema discutido por muitos anos até a sua concretização e navegar por Ele, cremos ser um dos principais passeios a ser realizados.
Optamos por adquirir, com antecedência um passeio de 6 horas pelo Canal do Panamá, navegando na direção sul, com a Get Your Guide, um site especializado em venda de passeio turísticos em todo o mundo. O preço do passeio é de 136 euros por pessoa. Isso mesmo em Euros, por crer que esse aplicativo tenha sido desenvolvido na Europa, ou para uso maior nos países Europeus, mas como dissemos trata-se de uma inferência. O passeio inclui o translado do hotel até o local de embarque no navio (ida e volta) e o almoço. No navio há disponível refrigerantes e cervejas, mas que não estão incluídos no preço do passeio.
21. NAVEGAÇÃO PELO CANAL DO PANAMÁ
O Canal do Panamá interliga o Oceano Atlântico (mar do Caribe), com o Oceano Pacífico. Teve seu início de construção realizada por um arquiteto francês, Ferdinand de Lesseps, que por motivos financeiros e de enfermidades não conseguiu realizar a construção. Lesseps era nada mais, nada menos que o arquiteto construtor do Canal de Suez, ou seja, experiência no ofício não era o que faltava!

A concretização da construção foi obtida, com sucesso, no período de 1904 a 1914, por um arquiteto norte-americano.
O Canal do Panamá está geograficamente direcionado no sentido NORTE/SUL. Para realizar a travessia um navio deve subir 26 metros e, consequentemente, descer os mesmos 26 metros. Tal procedimento é realizado através do emprego de 3 eclusas, uma no mar do Caribe e as outras duas no oceano Pacífico.

No mar do Caribe foi construída a eclusa Gatún, que em três Steps permite que o navio suba os 26 metros. Para descer, primeiramente o navio entra na eclusa Pedro Miguel (lado Pacífico) e desce 10 metros. Posteriormente, mas não muito distante, entra na eclusa de Miraflores (lado Pacífico) em desce em dois Steps, de 8 metros cada, os 16 metros restantes. A partir da saída da eclusa de Miraflores o navio já está no nível do Oceano Pacífico.

Durante o passeio temos a oportunidade de navegar por baixo das pontes Centenária e das Américas.


Ou seja, um passeio muito rico e com muitas informações a cerca dos desafios para a construção do Canal do Panamá e, posteriormente, a sua ampliação, com a construção de eclusas maiores, permitindo a travessia de navios bem maiores do que os estabelecidos pelo canal antigo.

Ao final temos ainda a oportunidade de apreciar o istmo conhecido como Calçada de Amador, que foi construído fruto da construção do Canal do Panamá.

22. CALÇADA DE AMADOR
Mais outra linda região do Panamá para se passear. Essa área faz parte de um complexo de 4 ilhas que foram interligadas, ao continente, com o material que foi removido para a abertura do canal (1904 – 1914). Sua ampliação ocorreu com o emprego do material que foi retirado para a ampliação do canal.

Uma ideia genial, pois, além de proteger a entrada Sul do canal do Panamá (Oceano Pacífico), serviu como “depósito” do material retirado para abertura do canal.

Atualmente, trata-se de uma área de lazer com diversos restaurantes, lojas, museu e extensa área de caminhadas, ciclismo, patinação etc.

Nessa região foi construído o caís de atracação de navios de passageiros (transatlânticos). A partir deste ano, 2023, os navios passaram a atracar no Panamá, fato que não ocorria nos anos anteriores. As instalações não estavam 100% prontas, mas já permitiu o seu uso.
Também existe próximo a esse caís uma loja do Free Shop que autoriza a entrada somente de turistas, com apresentação de passaporte, entretanto o que pudemos observar é que os preços de alguns produtos são mais caros do que adquirido, por exemplo, em supermercados da cidade.
É também das proximidades do caís dos transatlânticos que parte um ferry com destino a Ilha Taboga
23. ILHA TABOGA
Situada a cerca de 30 minutos de travessia em um catamarã, a Ilha Taboga, ou Ilha das Flores, é um recanto de lazer dos panamenhos e dos turistas que visitam a cidade.

A ilha possui diversas praias, bem movimentadas e com estruturas de apoio, que são muito disputadas durante o final de semana. O preço da travessia de catamarã custou 24 dólares (ida e volta) por pessoa. Recomenda-se a compra pela internet a fim de permitir a seleção dos horários de saída e regresso.

Não perca a oportunidade de beber uma piña colada. Bebida típica da região caribenha, nesse caso preparada com rum panamenho.
A bebida é quase uma refeição pois grandes porções do abacaxi da sua parte interna ficam disponíveis para vocês comerem.
Nessa ilha também se encontra a Igreja de São Pedro. Considerada a segunda igreja mais antiga do hemisfério ocidental.

Apesar de sua simplicidade, esse local sagrado, é muito lindo.

24. BIOMUSEO
Em tempos geológicos, considera-se que ontem foi formado o istmo do Panamá. A formação do istmo em sua totalidade interrompeu a comunicação que havia entre o Pacífico e o Atlântico, alterando toda a dinâmica de corrente e ventos.

Essas alterações mudaram as correntes marítimas, o clima e, consequentemente, a temperatura e o relevo de todas as regiões do mundo.
O museu apresenta, também, a biodiversidade do Panamá favorecido por ser banhado por dois oceanos totalmente diferentes, um com elevado nível de salinidade e consequentemente com elevada formação de corais e um com nível mais baixo de salinidade com elevados níveis de psicultura.

E, como não poderia deixar de ser, a ameaça que a sociedade esta passando pelo descuido com o meio ambiente, em especial os oceanos.
O Biomuseo é de uma arquitetura de chamar a atenção de todos e de diferentes locais do Panamá ele pode ser avistado. Um desses locais é o Cerro Ancón.

25. CERRO ANCÓN
Se você desejar alinhar caminhada, vistas panorâmicas e história, vá dar uma caminhada no Cerro Ancón.

O Cerro Ancón tem 199 metros de altura. A sua caminhada é totalmente calçada e muito agradável de ser percorrida.
É possível subir o Cerro de carro até certa parte, pois o percurso final de 2 km e mais 122 degraus terá que ser feito a pé para atingir até onde está posicionada a Bandeira do Panamá.
Este Cerro tem grande valor histórico para o Panamá, pois esta região, por muitos anos, era território norte-americano. Somente após a transferência do Canal do Panamá, aos panamenhos, e a saída dos norte-americanos do Panamá é que foi hasteada a Bandeira no cume desse cerro.

Nesta região estava instalado o quartel-general do Comando Sul dos Estados Unidos da América que, com a saída do Panamá, foi transferido para Miami.
Essa região fazia parte do que era conhecida como Zona do Canal. Uma região de 16km de largura em torno do contorno do Canal do Panamá. Tudo isso era norte-americano!
Essa bandeira é visualizada de diferentes lugares da cidade do Panamá.
Nesse cerro podemos apreciar importantes pontos turísticos do Panamá, como as eclusas Pedro Miguel e Miraflores, a Ponte das Américas, o Biomuseo, o Casco Viejo, os arranha-céus do Panamá, a cinta costeira etc.

26. CINTA COSTERA
A Cinta Costera é um calçadão que vai desde o Casco Viejo até a parte nova da cidade do Panamá.

Compreende um total de 4km que pode ser percorrido a pé, de bicicleta, patins, patinete, skate, enfim diferentes meios de deslocamento, desde que seja feito com segurança.
Uma faixa que se estende ao lado do Oceano Pacífico, muito arborizada e agradável de ser percorrida. Aos domingos, a pista dos carros mais próximas ao mar é fechada para ser totalmente ocupada pelos pedestres em suas atividades de lazer.
Diversas competições esportivas são desenvolvidas nesse local nos finais de semana.
Presenciamos uma corrida/caminhada de 10km em comemoração a passagem do ano novo chinês.
O Oceano Pacífico em sua infinita beleza se compara ao Oceano Atlântico e um passeio ao mar do Caribe vai enriquecer ainda mais a sua estadia no Panamá.

27. ILHA DE SAN BLAS
Fizemos esse passeio utilizando, mais uma vez, o aplicativo Get Your Guide, o valor do passeio foi de 149 euros por pessoa. Entretanto, vale cada centavo que você paga. O passeio começa com você sendo recolhido no hotel e termina com a sua entrega de volta no mesmo lugar.

O deslocamento para o porto de San Blas, Carti, é feito em um veículo 4 x 4. Não que outro não consiga, mas creio que será extremamente difícil, e se fosse você não arriscaria. Aliás recomendo que esse passeio seja reservado, com antecedência, através do aplicativo indicado, ou por meio de agências de turismo que sejam especializadas nesse passeio.
O Arquipélago de San Blas, que é composto por 365 ilhas, das quais cerca de 50 são habitadas, são da etnia Guna. Como disse o nosso guia durante o passeio, a região Guna faz parte do Panamá, mas é à parte. Possuem leis próprias regida pelos indígenas onde o congresso panamenho não possui ingerência. Inclusive para ter acesso a essa região, você deverá apresentar o seu passaporte. Isso mesmo, o passaporte original, não aceitam cópia ou xerox. Entretanto, os Gunas consideram que quem tem o carimbo de entrada no Panamá, no passaporte, está autorizado a entrar na região.
O 4 x 4 nos leva até o local de embarque, onde somos distribuídos com os demais turistas, que não são poucos, que chegaram também para a realização do passeio. É tudo realizado de maneira bastante organizada, mas tudo muito rústico e simples. Todos são distribuídos de acordo com a Ilha que será visitada. Cada embarcação transporta determinado número de turistas para determinadas ilhas, ou seja, você dificilmente irá reencontrar algumas dessas pessoas que está vendo no cais para embarcar.

O deslocamento de barco é bem rápido pois as embarcações possuem dois possantes motores de popa. Todos os tripulantes fazem uso de coletes salva-vidas.
No nosso caso fomos para a Ilha Gorginega, umas das ilhas paradisíacas desse arquipélago.

Ao chegarmos fomos recebidos por um indígena Guna, que em espanhol, explicou toda a nossa rotina naquele paraíso.
Estava disponível para cada um de nós cadeira de praia, toalha, máscara e snorkel. Além disso, existia disponível, também, prancha de standup paddle. Entretanto, como o mar estava um pouco mais agitado, foi recomendado que não utilizássemos devido a possibilidade da corrente e vento fazer nos afastar da ilha.

O almoço, bastante simples, acompanhado de uma garrafa de água, estava incluído no pacote e foi servido em uma cabana bastante simples. Aliás, como disse anteriormente, tudo é muito simples.

Os Gunas não permitem a entrada de empresários de nenhum tipo para explorarem a região de forma turística, por isso tudo é feito por eles. O motorista que nos trouxe trabalha em uma agência de turismo Guna. O motorista, não precisa falar, era Guna e, claro, o patrão da embarcação também era Guna.
A cor do mar do Caribe é de um verde, contrastando com azul de tirar o fôlego de qualquer exímio nadador.
Em palavras é muito difícil de descrever a beleza que presenciamos e o maravilhoso dia que passamos.

É possível adquirir pacotes que inclua o pernoite nas Ilhas. Isso mesmo, nas ilhas, pois você pode mudar de Ilha de um dia para o outro.
Os chalés são bastante simples, mas proporciona conforto para o pernoite. Para dizer a verdade ficamos arrependidos de não ter feito essa opção depois do que presenciamos nesse passeio.

O passeio também incluiu a ida a região de piscinas naturais e a parada em mais uma ilha, por ocasião de retorno ao continente. Paramos na Cabaña Ina que nos permitiu conhecer um pouco da cultura, hábitos e costumes dos Gunas e, claro, nos foi apresentados os artesanatos para aquisição feitos pelos Guna.

Como tudo que é bom dura pouco, infelizmente retornamos para o hotel na mesma 4 x 4 que nos trouxe.
A visita ao Panamá não estará completa sem falarmos das comprinhas.
28. COMPRAS NO PANAMÁ
O Panamá também é conhecido por ser uma cidade boa para fazer compras. Como Hong Kong, o Panamá também possui uma zona franca que fica localizada na cidade de Colón (mar do Caribe). É uma zona franca muito grande, entretanto não se justifica a sua ida para lá somente para fazer compras que um viajante como nós faz.
O Guia que nos acompanhou até San Blas disse que Colón é uma cidade que requer cuidados. Que a ida a zona franca só é recomendada se estiver acompanhado de um guia que conheça bem a zona franca (devido as suas dimensões) e que o turista vá sabendo exatamente o que deseja comprar. Dependendo do valor da compra não justifica o pagamento da viagem e do guia.
A Cidade do Panamá conta com diversos shopping centers. Indicamos três para que vocês conheçam, são eles: Albrook Mall; Multiplaza Pacific; e Multicentro Mall.

O Albrook Mall é o maior shopping center, inclusive faz parte das paradas dos ônibus hop on hop off do Panamá. Entretanto, para o nosso gosto indicamos o Multiplaza Pacific que tem aparência semelhantes aos shopping centers brasileiros e as lojas disponibilizam uma variedade maior de produtos e, tivemos a impressão, mais atualizados.
A semelhança de comprar um berimbau quando viajamos para Salvador, os turistas têm vontade de comprar um chapéu panamá. Esse chapéu varia de preço com a sua qualidade, mas o mais interessante é que ele não é panamenho! Isso mesmo, ele não é panamenho, na realidade ele é equatoriano.
Esse chapéu foi utilizado pelos trabalhadores do canal do panamá e ficou ainda mais famoso quando o Presidente Roosevelt o utilizou na inauguração do canal.
29. CONCLUSÃO
Compensa uma visita a Cidade do Panamá, seja especificamente para conhece-la, como nós fizemos, seja como o desdobramento de uma passagem aérea quando de trânsito pelo Panamá.
Se a agenda estiver apertada cremos que 3 dias são suficientes. Temos certeza de que serão bem intensos, mas conseguirão conhecer as mais importantes atrações turísticas da cidade.
Navegar pelo Canal do Panamá e passar um dia na Ilha San Blas consideramos atrações imperdíveis. O outro dia pode ser utilizado para um passeio pelo Casco Viejo e por que não umas comprinhas no shopping.
Se necessitar de maiores informações ou detalhes nos procure em nossas redes sociais.
Boa viagem, e espero vê-lo tornar-se um Experiente em Viagens!

Comentários