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Bali: Muito Além do Paraíso

Foto do escritor: experientes em viagens
experientes em viagens
há 6 dias
31 min de leitura

Atualizado: há 4 dias

EXPERIENTES EM VIAGENS


EM BALI – INDONÉSIA


Mudamos um pouco o nosso itinerário e fomos para a Ásia, com o objetivo de conhecer Bali, a Ilha dos Deuses, uma das mais de 17.000 ilhas que compõe a Indonésia e única por sua cultura, religião, culinária, praias e visuais deslumbrantes. Sempre líamos que Bali era tudo isso, e realmente pudemos constatar em nossa viagem e, assim, pretendemos transmitir essas impressões a vocês que, como nós, adoram viajar. Bali: Muito Além do Paraíso.

 

Bali

Mas não é muito fácil de se chegar a esses lados saindo do Brasil. Optamos por embarcar para a viagem a Bali do aeroporto de São Paulo. Apesar de morarmos no Rio de Janeiro, o preço do bilhete da passagem aérea foi mais barato, mesmo saindo de Guarulhos e considerando os gastos com combustível (deslocamento Rio de Janeiro x Guarulhos), pedágio e estacionamento no aeroporto de Guarulhos, ressaltando que no nosso caso, por sermos um casal, a economia foi ainda maior. Cabe um parêntese que é, incrível e por sua vez triste, aliás, não conseguimos entender o motivo do aeroporto do Galeão ser tão mais caro do que Guarulhos. Mas isso não importa, vamos ao que interessa que é a viagem.

 

É importante destacar que o voo saindo de São Paulo até Dubai, atualmente, é realizada em um Airbus A380, a maior aeronave de passageiros nos dias de hoje, enquanto do Rio de Janeiro é um Airbus A777, apesar desta ser uma aeronave confortável, não se compara a um A380 que é um modelo mais novo.

 

É necessário o visto para entrar na Indonésia para nós brasileiros, mas é possível obter o visto de turista ao chegarmos no aeroporto de Bali, denominado de “visa on arrival” (visto na chegada). Entretanto, não recomendamos que o faça lá porque a fila é imensa, e será preciso ainda enfrentar a fila da imigração, propriamente dita. Portanto, planeje-se e faça tudo on line, antes de partir para a viagem. O site https://molina.imigrasi.go.id permite a obtenção do visto. É rápido, não é burocrático e após preenchido, em poucos minutos, você recebe o visto por e-mail. Caso o site não funcione, faça a pesquisa acessando o site da embaixada da Indonésia, no país onde você estiver localizado.

 

O trânsito de carros e scooters/motos na Ilha é demasiado intenso e confuso. Dirigir em Bali não é impossível, mas com certeza muito arriscado. Alguns blogs que lemos recomendavam o aluguel, nós não achamos interessante pelos riscos, pois as ruas são estreitas, a quantidade de motocicletas muito grande e a mão direita são fatores desestimulantes para se aventurar a alugar carro ou scooter. Nós optamos fazer tudo com o serviço de Uber, que em Bali é proporcionado pelo App GOJEK, que pode ser baixado no celular. O atendimento é sempre bem rápido, os carros são espaçosos e limpos, os motoristas bastante educados e atenciosos, e o preço convertido para reais bastante atraentes.

 

A moeda local é a rúpia indonésia que estava, em média, com o seguinte câmbio durante a nossa estada: 1 dólar americano = 15.600 rúpias. Em relação ao real podemos considerar que em média 10.0000 rúpias eram equivalentes a 32 reais. Durante o período que visitamos a Ilha utilizamos o dólar espécie para pagamento de despesas menores. Existem diversas casas de câmbio localizadas em diferentes partes da Ilha. Fizemos uso também dos cartões WISE e NOMAD que funcionaram muito bem.

 

Para evitarmos deslocamentos mais longos na Ilha sujeitos a trânsito e engarrafamentos decidimos dividir a nossa estada em Bali em 4 (quatro) diferentes lugares, a fim de permitir conhecer melhor os encantos desse paraíso. Fizemos a divisão e decidimos  nos hospedar em: ULUWATU, UBUD, CANGGU (na Ilha de Bali) e na Ilha de NUSA PENIDA, que faz parte também de Bali e fica a apenas 45 minutos de travessia de barco.

 

Vamos falar um pouco do que vimos em todas essas localidades e em suas proximidades, começamos por Uluwatu, nossa primeira parada após pousarmos em Bali.


ULUWATU

 

Uluwatu, que significa “cabeça de pedra”, destaca no contorno do mapa de Bali pois é uma ponta delgada localizada na região sudoeste, onde é reconhecida por possuir as praias mais bonitas e movimentadas de Bali. Com certeza, uma região que, obrigatoriamente, deve constar do seu roteiro, principalmente se gostar de pegar ondas.

 

As praias, em sua maioria ficam localizadas em espaços de areias cercada por falésias. Essas falésias são altas e proporcionam visuais deslumbrantes, em contrapartida, para se alcançar a praia vão alguns degraus de decida e lógico, ao final, de subida. Tudo é bastante rústico portanto, todo o cuidado e disposição física são necessárias.

 

Começamos as nossas aventuras pelas praias, conhecemos uma das mais famosas a PANDANG PANDANG BEACH, uma das praias mais procuradas pelos surfistas. Essa praia possui uma faixa de areia estreita, portanto, se desejar passar o dia, chegue cedo para pegar um bom lugar. Observamos a possibilidade de aluguel de guarda-sol, entretanto não vimos a disponibilidade de espreguiçadeiras. A praia tem barzinhos (poucos) com mesinhas e cadeiras (poucas também). Essa praia ficou mais famosa por ter sido cenas do filme “Comer, Rezar e Amar”, com Julia Roberts.

 

PANDANG PANDANG BEACH

SULUBAN BEACH é outra praia que se destaca por suas ondas, cobiçadas por dezenas de surfistas. O seu acesso é pelo alto de uma falésia, sendo necessária a descida de diversos níveis de escadas, que são intercaladas com lojas e bares. Aqui vai um comentário, os balineses não são muito bons em fazer escadas, pois a altura dos degraus é irregular, possuem desníveis, às vezes são largos e às vezes bem estreitos.... brincadeiras à parte, resultando um ar muito rústico, mas todo o cuidado e disposição são importantes. O interessante é que nesses diferentes níveis existem lojas e restaurantes/bares o que proporcionam ângulos distintos de se apreciar a praia. O mar aqui é forte, a quantidade de corais é significativa, e não é à toa que os surfistas adoram esse recanto. O acesso à praia pelos banhistas só se torna adequado quando a maré está baixa, mas compensa descer até as areias pois o visual justifica qualquer esforço.

 

SULUBAN BEACH

A DREAMLAND BEACH apesar de não fazer parte do circuito das praias mais famosas de Uluwatu é uma praia bem agradável com uma infraestrutura interessante, com guarda-sol, espreguiçadeiras e um restaurante bem rústico, mas que serve comidas e bebidas que permite conforto para quem deseja ficar um tempo maior, curtindo a praia. O seu acesso também é por escadas, mas o nível em relação a rua principal não é muito grande. Para acessar a praia passa-se por um corredor de lojas que vendem roupas, artesanato, casa de câmbio e acessórios para praia, margeado por um riacho. Apesar da divulgação de ser uma praia para surfistas, no dia em que nós fomos não vimos nenhum, pois as ondas eram como marolas.


Agora para os que preferem praias para banhistas é a PANDAWA BEACH. Foi lá que encontramos uma ótima infraestrutura, com guarda-sol e espreguiçadeiras disponíveis para aluguel (50.000 rúpias pelo conjunto de um guarda-sol, duas espreguiçadeiras e uma mesinha). Próximo à linha da costa, a cerca de 150m uma faixa de corais interrompe a força da água e o fluxo das ondas torna-se  muito mais fraco do que todas as anteriores que estivemos, de forma que a água fica relativamente calma e, portanto, não atraindo os surfistas.

Para acesso a praia foi necessário pagar 16.000 rúpias por estarmos de carro, e ainda desembolsar o valor do GOJEK para nos levou do hotel até lá.


A última praia que fomos conhecer da região de Uluwatu foi a GEGER BEACH, essa sim, a nosso ver, a praia ideal para aqueles que não são muito afetos a ondas fortes e que gostam de relaxar ao sabor das marolas. Foi a praia com a melhor infraestrutura que visitamos. Para se ter acesso tivemos que pagar 5.000 rúpias por pessoa. Nela encontramos lojinhas, disponibilidade de guarda-sol e espreguiçadeiras para aluguel e um restaurante pé na areia para os que gostam de beber e comer enquanto aproveitam o visual. Ahhhh...se você desejar fazer uma massagem, ela também está disponível ao custo de 200.000 rúpias e detalhe, são duas massagistas por um tempo de 1 hora fazendo o máximo para que você saia totalmente relaxado. Essa praia fica ao lado do maior resort de Bali chamado Mulia Resort, em Nusa Dua. Nessa região além do Mulia encontramos diversos outros hotéis e resorts entre eles o Hilton. A beleza do local já se pode constatar, ao chegar, devido as condições das pistas das ruas que são duplicadas em vários trechos.

 

Mas nem só de praia se vive em Uluwatu! Uma das atrações imperdíveis é ir visitar o famoso TEMPLO DE ULUWATU (Pura Luhur Uluwatu). O Templo fica localizado no alto de uma falésia, na altitude de 70 metros. É necessário adquirir um ingresso no valor de 50.000 rúpias para adultos e 30.000 rúpias para crianças (3 a 10 anos). Já na entrada uma placa chama atenção de que deve-se comprar o ingresso para acesso ao templo, vestir-se adequadamente (na entrada são fornecidos sarongues para quem estiver de bermuda ou roupas curtas, ou uma faixa – sash – para os que estiverem de calça comprida), não é permitida a visita na área principal do templo para as mulheres que estiverem no período menstrual, e ter todo o cuidado possível com os objetos de uso pessoal, pois é normal que os macacos (que não são poucos) tentem tirá-los de vocês.

É muito divulgado a visitação no horário próximo ao pôr do sol para apreciar a vista e assistir um show de dança folclórica balinesa. Para dizer a verdade nós fomos exatamente no horário proposto. O local realmente é muito bonito e disputadíssimo pelos turistas. O show folclórico Kecak é bem interessante devido a cultura e a história e por nunca termos visto nada igual, mas confesso que se me convidar para ir assistir novamente, eu declinaria do convite, mas creio que todo o turista deva vê-lo uma vez. Agora realmente tenham extremo cuidado com os pertences pessoais. Ao tirar uma self do meu grupo, um macaquinho pegou os óculos de grau do meu cunhado, que estava em seu rosto e simplesmente desapareceu. Impossível você recuperá-lo! Como acreditamos que esses macacos estão em um local ambientado, ele entregou os óculos, a uma mulher local, que, muito provavelmente, trabalha ali e veio nos devolver. É claro que reconhecemos o feito com gratidão e oferecemos uma simbólica recompensa como forma de agradecimento.

 

Pôr do Sol no TEMPLO DE ULUWATU (Pura Luhur Uluwatu)

Durante o período que ficamos em Uluwatu fomos a uma missa dominical na GEREJA KATOLIK SANTO SILVESTER, nos chamou a atenção é de que a esmagadora maioria da população balinesa segue o hinduísta balinês e, observamos que a igreja católica estava muito cheia, com participação muito ativa dos fiéis, que em sua esmagadora maioria nos pareceu balineses. Observamos que a igreja era bem grande e muito bonita.

 

GEREJA KATOLIK SANTO SILVESTER

Um ponto que realmente nos chamou a atenção em Bali e merece todo o destaque é a receptividade, gentileza, educação e alegria com que somos recebidos em todos os locais aonde chegamos. O povo Balinês conquistou nossos corações.

 

O serviço nos restaurantes é ótimo, os pratos são deliciosos e muito bem servidos. É difícil fazer uma relação por preços e estilos, mas tomamos o café da manhã no OYÁ BALI, BREAD BASKET e no SUKA BAR e todos eles, dentro dos seus estilos, maravilhosos, onde saboreamos os deliciosos pratos oferecidos. Almoçamos e/ou jantamos no THE PLACE WITH NO NAME, MANA ULUWATU RESTAURANT & BAR, 360 DINING&LOUNGE, LA KANTINA FOOD & COFFEE, que da mesma forma merecem a nossa recomendação. É importante destacar que a grande maioria dos pratos em Bali são servidos com pimenta, portanto se tiver alguma restrição a esse tipo de tempero é importante que destaque isso ao fazer o seu pedido.

 

É digno de registro o sistema de chamada de carros pelo aplicativo GOJEK. Todos os veículos que solicitamos vieram de forma rápida, creio que o maior tempo que tivemos de esperar foram 6(seis) minutos. Os carros são grandes, para 4 ou 6 passageiros, limpos e os motoristas bastante educados, simpáticos e atenciosos. Com certeza um serviço muito superior ao que estamos acostumados no Brasil. É barato o custo de deslocamento o que torna desnecessário o aluguel de qualquer outro meio de transporte. Existe também o aplicativo GRAB mas que não utilizamos, entretanto vimos diversos motoristas com a jaqueta da empresa circulando nas ruas de Bali


Não estivemos em Beach Club durante o nosso período em Uluwatu, mas as nossas pesquisas indicavam que existiam os Ullu Cliffhouse, TT Beach Club, Palmilla, Karma Beach, e o que é considerado o melhor o El Kabron, inclusive este último bem próximo de onde ficamos hospedados. Mas como dissemos anteriormente não fomos a nenhum deles, portanto não temos comentários a acrescentar.

 

Fica a indicação de algumas outras praias que não conseguimos visitar, mas que também constaram das pesquisas que realizamos: Bingin, Balangan e Melasti.

 

Após passarmos quatro noites em Uluwatu pegamos uma embarcação no porto de Sanur com destino a NUSA PENIDA.

 

NUSA PENIDA

 

A travessia durou cerca de 40 minutos e custou 150.000 rúpias por pessoa. Fizemos pela Companhia Angel Billabong, mas sugerimos pesquisar na Internet caso desejem fazer esse mesmo passeio, pois existem diversas empresas com diferentes horários e mesmo percurso, mas que possam ser mais compatíveis com a sua agenda de viagem.

 

O que nos trouxe a NUSA PENIDA foi a beleza de suas praias. Ao pesquisar na internet as praias mais bonitas de Bali, a primeira que aparece é uma que está localizada nessa Ilha.

 

Durante a pesquisa que fizemos dos meios de locomoção do porto de Nusa Penida para o hotel concluímos ser melhor pegar um dos veículos que são oferecidos, aos montes, após a sua chegada em Nusa, pois o GOJEK não funciona bem nessa região. Pagamos o valor de 300.000 rúpias para percorrer os cerca de 7 km que separava nosso hotel do porto. Digo que foram as 300 mil rupias mais bem pagas que fizemos, pois dirigir em Nusa Penida é uma façanha indescritível, tem que se conhecer muito do carro e da estrada, pois em quase todos os trechos que percorremos era impossível dois carros passarem na estrada em sentidos opostos, por ser a via extremamente estreita para dois veículos. Quando passavam pelo outro, ambos os carros tinham que sair da pista para o acostamento (quando tinha) ou até mesmo parar a fim de dar passagem ao outro que vinha no sentido oposto. Não era difícil encontramos carros com os espelhos laterais rebatidos para evitar danos. Tínhamos a impressão de que iriamos colidir diversas vezes, entretanto, os motoristas da região conhecem bem como é dirigir em Bali. É incrível a quantidade de carros que existem trafegando em ambos os sentidos. E todos os carros são grandes com capacidade de 5 a 7 pessoas. Para se ter uma ideia, não me recordo de ver muitos carros tipo sedan. As motocicletas (scooters) também são utilizadas, entretanto em quantidade infinitamente menor do que na ilha principal de Bali. No início não entendíamos bem por que isso acontecia, mas depois ficou claro pois a qualidade das estradas torna o trânsito bastante arriscado, principalmente com a motocicleta. Testemunhamos um acidente de moto, onde vimos um jovem casal que tinham acabado de cair na estrada. Nada muito sério, mas isso demonstra que ali é diferente, pois constantes são os buracos, curvas, subidas, descidas, excesso de carros e pistas estreitas.

 

O motorista que nos trouxe do porto até o hotel ofereceu fazer passeios turísticos na Ilha e constatamos que é assim que funciona o turismo em Nusa Penida. Você tem que se deslocar de carro entre os pontos turísticos, e a melhor forma é contratar um motorista que fique com você o dia todo, ou durante o passeio que deseja fazer. Pesquise essa possibilidade no hotel onde ficará hospedado pois eles oferecem tanto o transfer do porto para o hotel, como os passeios na Ilha. Dois dias utilizamos o serviço do carro com motorista, que nos custou 700.000 rúpias por dia, ou seja, por cerca de 224 reais por dia você consegue transitar na Ilha com um motorista que conhece bem a região e os pontos turísticos

 

Iniciamos o nosso primeiro dia indo conhecer as praias mais famosas da região oeste de Nusa Penida. Com isso visitamos as praias de BROKEN BEACH, uma linda praia com uma ponte natural formada pelo mar fazendo de Broken Beach um local para se tirar magnificas fotos. Para se ter acesso e se ter o visual da praia é necessário o pagamento de 10.000 rúpias por pessoa.


BROKEN BEACH em Nusa Penida

 

ANGEL BILABONG é outra praia que fica em continuação a Broken Beach, é um conjunto de piscinas naturais de uma tonalidade verde transparente de dar vontade de nadar no seu interior, porém isso é bastante arriscado pois ondas fortes do mar podem colocar em risco a vida dos banhistas. Não vimos nenhum aventureiro nadando nessas praias. Broken Beach e Angel Bilabong são próximas uma da outra e o percurso que você faz possibilita a visualização de ambas as praias e a caminhada é em torno da falésia, por uma trilha, com diversos degraus e chão de terra batida que permite visualizar esses paraísos. Em todo entorno dessa caminhada existem diversos bares/restaurantes rústicos, mas que permite parar para descansar e apreciar o vai e vem do público e se refrescar com alguma bebida.


KELINGKING BEACH é considerada a praia mais bonita de Bali. O alto do penhasco permite vistas e ângulos distintos da praia, mas todas elas com uma beleza sensacional, consequentemente as fotos ali tiradas ficam maravilhosas. Do alto, o seu formato é de um dinossauro. É possível acessar a praia para banho, entretanto é uma descida difícil e demorada de ser feita. Também aqui é pago 10.000 rúpias para aproveitar esse visual e aos interessados o acesso a praia.

 

KELINGKING BEACH

A CRYSTAL BAY é a praia dos banhistas. Uma baia de águas verdes, bem límpida com um mar calmo. Ideal para quem deseja relaxar. A praia possui uma boa infraestrutura com guarda-sol e espreguiçadeira, bem como restaurantes que permite comer, beliscar e beber ao sabor da maresia. Aqui se paga somente o estacionamento do veículo que custou 5.000 rúpias. Normalmente os guias deixam essa praia por último pois aqui você pode relaxar e controlar o seu tempo para retornar ao hotel.

 

CRYSTAL BAY

No segundo dia em Nusa Penida fomos realizar o roteiro que faz as visitas às praias situadas ao Leste da Ilha. Começamos pela DIAMOND BEACH. Aqui o acesso é mais caro, foi necessário pagar 35.000 rupias por pessoa. Trata-se de uma linda praia que é avistada do alto de sua falésia. É possível descer até a praia, mas é necessário pensar duas vezes, pois trata-se de uma descida alta, com degraus irregulares. Nós não descemos devido ao tempo que tínhamos disponível, mas lemos que demorava cerca de 2hs ida e volta, pois além de ser muito íngreme e cansativa, a quantidade de pessoas descendo/subindo é muito grande. A vista de cima já satisfaz totalmente os desejos turísticos de ter estado ali.

 

DIAMOND BEACH

ATUH BEACH fica próxima a Diamond Beach. Se você for no sentido da direita em relação a portaria de acesso e se aventurar a descer as escadas você sairá em Diamond. Se você for para a esquerda e descer a escadaria e andar por uma trilha de acesso, chegará em ATUH BEACH. Atuh beach é uma boa praia para quem gosta de relaxar a beira mar. É necessário descer para ter acesso, entretanto é uma descida menos verticalizada do que a Diamond, o que facilita muito o seu acesso. Atuh Beach possui infraestrutura, e do alto podemos avistar guarda-sóis, espreguiçadeiras e diversos bares/restaurantes na praia. O acesso pago para Diamond Beach permite a visita a Atuh beach. Quando saímos do estacionamento da Diamond Beach vimos uma fila imensa de carros para quem chegava. Calculo que tenha demorado horas para que todos os carros conseguissem estacionar. Portanto, combine com o seu motorista de chegar cedo a esse local de forma a fazer a visita sem muito estresse.


TREE HOUSES AND THOUSAND ISLANDS foi o nosso próximo destino turístico. A Thousand Island permite ver o que se pode chamar da continuação de Diamond Beach. Um visual magnífico. Descendo as escadarias pode-se alcançar as Tree Houses. Uma dessas casas está aberta para visitação, mediante pagamento de 75.000 rupias, o que consideramos um custo elevado e continuamos nosso passeio sem entrar nessas casas em cima das árvores. Nesse local não há acesso as praias, somente apreciar o visual e exagerar na quantidade de poses e fotos.

 

TREE HOUSES AND THOUSAND ISLANDS

Visitamos o BUKIT TELETUBBIES, um conjunto de montanhas que avistamos pelo seu topo. Bom local para quem gosta de caminhadas. Apesar de sua beleza, não atrai muitos turistas. Não há necessidade de se pagar para visitar e o estacionamento para veículos é muito pequeno (3 a 4 veículos).

  

Terminamos o nosso dia com o almoço no restaurante AMARTA. Esse restaurante não pode ficar de fora do roteiro para quem visita Nusa Penida. Sua posição estratégica, na beira da falésia, proporciona visuais lindos para fotografia. O restaurante dispõe de piscina que contrasta com o mar logo abaixo. Dispõe de excelente infraestrutura para se passar um bom tempo, apreciando a beleza do local. E ainda permite uma visão da ilha vizinha, a linda Nusa Lembongan.

 

Em Nusa Penida fizemos muitas das nossas refeições no hotel onde ficamos hospedados pois tinha o café da manhã incluso na diária, e por muitas vezes também jantamos lá, pois o hotel ficava afastado 7km do centro. Os almoços fizemos em restaurantes que o guia/motorista nos indicava, os quais achamos bom, foram eles: SAGI RESTO; AMARTA, apresentado anteriormente e ao nosso ver imperdível; e WARUNG MOSAWI.

 

NUSA LEMBONGAN

 

O terceiro dia fizemos a travessia para NUSA LEMBONGAN, para passar apenas algumas horas e retornar a Nusa Penida. Apenas 10 minutos de barco separam as duas ilhas, ao custo de 100.000 rúpias ida e volta, aí você chega a outro paraíso. Lá alugamos um tuk-tuk para fazer um passeio pela ilha. O custo do passeio foi de 500.000 rúpias. Como todo povo balinês, o motorista foi muito simpático e bastante atencioso. Nós iniciamos o passeio visitando MANGROVE, uma praia de águas límpidas e bastante calma, parece estar em uma piscina. Lá é possível alugar um barquinho e navegar no interior do manguezal. Parece que você está dentro de uma floresta.

 

De lá partimos para MAHAGIRI, outra linda praia. Nela pedimos ao motorista para nos esperar por 1 hora para tomarmos um banho de mar e relaxar. A praia possui muitos corais, mas a água é bastante clara e a estrutura da praia é bem convidativa para um descanso.

 

MAHAGIRI

Terminamos o nosso tour de praias estacionando próximos às praias DEVIL´S BEACH e DREAM BEACH. A Devil´s Beach a exemplo de diversas praias de Nusa Penida serve somente para se tirar lindas fotos, portanto optamos por desfrutar da DREAM BEACH. Como o nome já diz, uma praia dos sonhos. Suas águas de um verde esmeralda estonteante. Possui também muitos corais o que a torna atraente para se fazer um snorkel. Não é uma praia muito calma, mas as ondas estão longe de assustar os banhistas. A praia permite um banho de mar bastante gostoso. Nós almoçamos em um restaurante chamado CAFÉ PANDAN, que fica no alto da praia e que permite um visual lindo. Esse restaurante possui piscina a um custo adicional de 50.000 rúpias por pessoa, e permite aos seus clientes desfrutá-la.

 

DREAM BEACH

Ao terminar esse descanso na praia o motorista retornou conosco a praia de embarque para o regresso a Nusa Penida. Com essa experiência que passamos nós sugeriríamos para quem gosta de banho de mar, ficar 4 noites em Nusa Penida e 3 noites em Nusa Lembogan para desfrutar de tudo com mais calma.

 

Chegada a hora de dizer adeus a Nusa Penida, pegamos uma embarcação, desta feita com a empresa MARUTI, com destino a SANUR, retornando a Bali. São outros 40 minutos de travessia. De lá pegamos um carro, que nos foi indicado pelo proprietário do Airbnb, local onde nos hospedamos. O transporte ficou ao custo de 300.000 rúpias, para nos levar até o centro de UBUD.

 

Antes de passar a descrever Ubud gostaria de abrir um parêntese para destacar o trabalho feito pelo nosso guia e motorista que nos atendeu em Nusa Penida. Um jovem chamado Klethex (@klethexboy). Seu irmão foi quem nos ofereceu o transfer da chegada ao pier de Nusa Penida até o nosso hotel. Deixou o cartão do irmão que faz o serviço de guia e motorista pela Ilha e, a partir do dia seguinte, início das nossas aventuras, tudo foi feito por Ele. Sua educação, atenção, comprometimento, pontualidade, conhecimento da Ilha foram fatores determinantes para tornar a nossa estada ainda mais especial. Um rapaz de 35 anos, nascido e criado na Ilha. Casado, pai de dois meninos, com o sonho de proporcionar aos filhos o que não conseguiu ter. Apesar do seu inglês não ser perfeito, como o meu também não é, fez de tudo para responder a todas as curiosidades de um grupo de turista que desejava saber sobre a religião, hábitos e costumes do seu País, da sua Ilha! Foi muito enriquecedor ter estado com Ele durante todos os dias da nossa curta permanência naquele paraíso. E afirmo uma coisa, muito do que aprendemos da religião hinduísta balinesa foi graças a Ele.

 

Outro assunto importante a ser abordado são os cuidados com a saúde em Bali. Os blogs que lemos indicavam para que só ingeríssemos água mineral, até para a higiene bucal. E foi o que fizemos entretanto, em uma das refeições, uma pessoa do nosso grupo resolveu pedir uma Salada Ceasar para o almoço e cremos que tenha sido esse prato que fez com que Ela tivesse o que chamam de “Bali Belly”, ou seja, uma disenteria que pode levar a pessoa a necessitar de internação. Felizmente não foi o caso, pois essa pessoa era médica e já sabedora dessa possibilidade levou na bagagem medicamentos para caso acontecesse com alguém do grupo. O tratamento foi estabelecido não necessitando da ida ao hospital entretanto, Ela perdeu 2 dias de turismo, pois permaneceu o tempo todo no hotel/airbnb e 2 outros dias afastando-se muito pouco do ponto de pousada, para o caso de alguma necessidade. Portanto recomendamos ter muito cuidado! Se pedir legumes dê preferência aos cozidos, fritos ou assados e procure evitar verduras.

 

Bom, vamos retornar a nossa travessia em direção a Ubud....

 

UBUD

 

UBUD obrigatoriamente deve constar da visita a Bali. Apesar de não ser a capital da Ilha, que na realidade é DENPASAR, Ubud nos transmite de forma clara o que é ser balinês. Aqui estão reunidos o que há de mais interessante da sua religião, cultura, costumes, culinária, folclore, dança e toda a espiritualidade de Bali.

 

São diversos os pontos turísticos que se podem visitar partindo de Ubud. Vocês encontrarão diversas agências de turismo proporcionando diferentes passeios em Ubud e no seu entorno.

 

Bali vive essencialmente do turismo. Não há grandes fábricas por lá, e o que encontramos são diversas vilas com especialidades diferentes, como por exemplo: artesanato em madeira, artesanato em vidro, artesanato em pedra, artesanato para decorações interiores, artesanato em palha, pinturas, objetos de prata e ouro (descrevo somente as que nós vimos, podem existir muito mais). Daqui são vendidas, em atacados, para outras regiões da Ilha, onde são comercializados.

 

O comércio em Ubud é bastante dinâmico, são diversas lojas atraindo a atenção dos turistas. Com certeza é impossível de se passar incólume sem fazer compras por lá. Uma grande loja ou shopping (se assim que posso chamar), abriga diversos quiosques de venda do artesanato balinês e é muito interessante o processo de venda. Você escolhe o que deseja, o vendedor pega uma calculadora, digita o preço e lhe entrega para que você faça uma contraproposta, ao atingir o valor ideal para ambos o negócio está fechado e a venda será feita. Ou seja, pechinchar faz parte dos costumes dos vendedores de Ubud. Algumas grandes lojas não fazem essa barganha. Interessante também que os lojistas balineses, ao fazer a primeira venda do dia, pegam o dinheiro e saem tocando com as cédulas nos produtos da loja a fim de dar sorte e atrair novas vendas no dia.

 

Centro Comercial em UBUD 

A atração mais famosa de Ubud é a FLORESTA DOS MACACOS (SACRED MONKEY FOREST SANCTUARY). Consideramos uma das atrações imperdíveis. Trata-se de uma grande floresta que abriga mais de 1.200 macaquinhos que vivem soltos fazendo suas peripécias para os visitantes. Você vê de tudo, cenas bastante engraçadas e pitorescas da vida desses lindos e cativantes animaizinhos. Não se pode alimentá-los e diversos cuidados devem ser tomados durante a visita, dentre os quais não os olhar nos olhos. Difícil para nós que consideramos um aspecto importante para o reconhecimento. Além disso os macaquinhos adoram retirar os pertences pessoais dos visitantes e sair correndo árvores acima. Ou seja, difícil de se recuperar. Mas não tenham medo, muitos “guardas” se é assim que posso chamá-los, estão distribuídos ao longo da floresta para apoiar os visitantes com qualquer situação embaraçosa. Normalmente os macaquinhos devolvem esses pertences a esses “guardas” .... parecem até adestrados!!!! O ingresso para acesso a floresta é de 50.000 rúpias por pessoa.

 

FLORESTA DOS MACACOS (SACRED MONKEY FOREST SANCTUARY)

São diversos os templos que existem em Bali em face da religiosidade de seus habitantes. Estatísticas indicam ser mais de 22.000, mas é difícil de precisar, pois todo o balinês de religião hinduísta balinesa possui um templo em sua casa. Um que nos chamou muito a atenção e vale muito a pena a visita é o TIRTA EMPUL. Esse templo além de todas as características dos outros, permite aos devotos e/ou curiosos passarem por um processo de purificação, através de uma água considerada sagrada pelos balineses. Nós fomos conhecer o templo, sem a intenção de fazer o processo de purificação, o valor do ingresso foi de 50.000 rúpias, independente de realizar ou não a purificação. É necessário estar trajado de maneira correta, mas não se preocupe pois na entrada são fornecidos sarongues para que o acesso seja autorizado. Antecede a purificação uma fase de oferenda e meditação. Após isso caminha-se para as piscinas onde estão as bicas por onde flui a água sagrada. O processo de lavagem, explicado pela nossa guia, consta de lavar 3 vezes a cabeça, 3 vezes o rosto, 3 vezes o corpo, bochechar a água por 3 vezes sem bebê-la, após isso beber a água 3 vezes e finalmente mergulhar o corpo na piscina. Pronto, você está purificado! Apesar de todos os cuidados que nos são transmitidos em relação a ingerir água não tratada de Bali, pudemos constatar que a nascente desse rio fica imediatamente atrás dessas piscinas o que, em teoria, garante ser uma água de boa qualidade.

 

TIRTA EMPUL

O TEGALALANG RICE TERRACES (arrozal) é outro ponto turístico que justifica a visita. O custo do ingresso é de 25.000 rúpias por pessoa, que nos permite desfrutar de um lugar com características ímpar. Uma plantação de arroz gigantesca, em terreno em declive com diferentes níveis. No interior desse terraço é proporcionado diversas atividades que permitem fotos com visuais lindos, além de algumas aventuras tipo tirolesa, gangorra, bicicleta equilibrada em cabos. Como nós brasileiros, na mesa dos balineses, todos os dias, não pode faltar o arroz. Está na cultura deles, e visitar esse arrozal nos transmite isso de forma bem clara. Em toda a Ilha de Bali será possível avistar diversas plantações de arroz.

 

TEGALALANG RICE TERRACES (arrozal)

Para aventureiros como nós e com bom preparo físico...rsrsrsrs...nos dipusemos a fazer a subida ao MONT BATUR. Uma caminhada que atinge 1.717 metros acima do nível do mar. O custo por pessoa foi de 550.000 rúpias. Fizemos o passeio com a empresa Puji Surinse Trakking. O Mont Batur juntamente com o Mont Agung são os dois únicos vulcões existentes em Bali e que ainda estão em atividade. Realmente é uma aventura a sua escalada. Inicia-se às 2:00hs com o nosso recolhimento no hotel em direção a agência de turismo que irá proporcionar o passeio. Lá na agência nos foi oferecido um café da manhã bem simples (café preto e uma panqueca de banana). Às 2:30hs partimos em direção ao nosso ponto de início da caminhada, onde chegamos às 3:30hs. Desse ponto recebemos lanterna, garrafinha de água, e um lanche box para o café da manhã (um ovo cozido, uma fatia de pão de forma e uma banana) e iniciamos nossa subida com a intenção de chegar ao topo às 5:30hs para apreciar o nascer do sol. A subida não é nada fácil, portanto, é recomendado somente para quem tem bom preparo físico. Nos foi informado que o nível da escalada era intermediário, mas consideramos o nível difícil. Muitas partes são íngremes e a escuridão é um fator complicador. Apesar de toda a dificuldade, o visual do alto é recompensador. Cerca das 7:15hs iniciou-se a descida para às 8:30 ser realizado o regresso para o ponto de recolhimento no hotel. Não só a subida ao Mont Batur justifica o passeio, a região é muito interessante. Realmente o solo vulcânico é bastante fértil, em sua base avistamos diversas plantações de verduras e arroz.

 

MONT BATUR

A visita ao NEKA ART MUSEUM, pode ser feita se você estiver com tempo sobrando e não tiver outra atividade mais interessante a fazer. Peço aqui desculpas aos amantes da arte, como Eu e minha esposa somos, mas esse museu nos decepcionou pois expõe obras de arte não muito antigas e transmite muito pouco a respeito da cultura do povo balinês. O custo da entrada foi de 150.000 rúpias.

 

O TEMPLO SARASWATI atrai a atenção dos turistas pela riqueza dos detalhes da sua construção. Em sua frente um lago com chafarizes coloridos que jorram água ao sabor da música torna tudo ainda mais bonito. Todos as noites diferentes shows de música e danças folclóricas balinesas são apresentadas. Se não interessar assistir a esses shows, faça como nós e reserve uma mesa no Café Lotus, que fica logo a sua frente e faça um jantar enquanto desfruta da música. Os comensais não participam diretamente do show, mas se consegue visualizá-lo de forma bastante satisfatória. Se mesmo assim não ficar interessante para vocês, do Starbucks que fica logo ao lado você consegue ter acesso a uma posição bem interessante para se fotografar o templo e apreciar um pouco o movimento das fontes coloridas.

 

Antes de vir a Bali leia sobre a produção do Luwak coffee e procure um local onde seja processado esse café. Nós fomos em um chamado ALAS SARI LUWAK COFFEE que fica ao lado do Templo de Goa Gajah. Esse tipo de café é considerado o café mais caro do mundo. Uma xícara para se saborear esse café custou 50.000 rúpias. O processo de fabricação é bastante interessante e apresentado durante a visita. Diversos furões, pequeno animalzinho, se alimentam dos melhores grãos da plantação de café, durante a digestão só o açúcar do grão do café é aproveitado pelo animal fazendo com que as fezes tragam os grãos agrupados. Esses grãos são lavados, separados, torrados, moídos manualmente e depois peneirados. A partir desse ponto estão prontos para o consumo. Para se ter uma ideia nesse local que fomos a produção é de 1 kg de café por mês. A plantação está localizada na floresta que fica em torno desse local e estima-se que existam cerca de 25 furões que dão conta dessa produção. Durante a visita pudemos ver dois desses animaizinhos em gaiolas que estão lá justamente para serem apresentados aos turistas. Além do café Luwak que está à disposição para degustação e venda (tanto em grãos como moídos) existem diversos outros cafés aromatizados e chás para venda em sua loja.


ALAS SARI LUWAK COFFEE

O MERCADO DE UBUD (PRIANKA UBUD ART MARKET) está em uma rua transversal a principal de Ubud. São diversos stands um ao lado do outro vendendo todos os tipos de artesanato e roupas, mas tenha cuidado pois como disse é uma rua que também é disputada por carros e principalmente pelas scooters que não têm fim em Bali.

  

O PALÁCIO REAL DE UBUD (PURI SAREN AGUNG) chama atenção dos turistas que passeiam pela rua principal de Ubud. Nós não o visitamos por falta de tempo...na realidade de prioridade mesmo....quando fomos fazê-lo não permitiram mais o ingresso. Esse palácio serviu como residência real, portanto deve ter muito o que apresentar.


Uma visita bastante interessante que fizemos foi a uma casa típica balinesa chamada I WAYAN MARDIANA (Painter – Batuan – Bali). A casa além de apresentar a estrutura típica da moradia balinesa, com o templo da família e os diversos cômodos, abriga uma grande quantidade de quadros pintados à mão por artistas locais. Tivemos a oportunidade de conhecer alguns deles que ficam lá apresentando o seu trabalho. São técnicas de pinturas que são passadas de pai para filho.

 

I WAYAN MARDIANA (Painter – Batuan – Bali)

TEGENUNGAN WATERFALL é uma das várias cachoeiras que estão disponíveis para os visitantes de Ubud. É necessário pagar o ingresso que permite você desfrutar de um dia completo nessa queda d´água que disponibiliza também uma linda piscina. O local possui ótima infraestrutura. É necessário descer alguns lances de escada para chegar próximo da cachoeira e da piscina, mas nada que seja muito cansativo para quem pretende ficar bom tempo no local.

 

TEGENUNGAN WATERFALL

Em muitas lojinhas de artesanato não só em Ubud, mas em Bali de forma geral, você encontrará muito artesanato em madeira. Em Ubud fomos visitar DEWA MALEN WOOD CARVING, que na realidade é uma grande loja onde diversos artesãos fabricam, manualmente, verdadeiras obras de artes com detalhes incríveis. Os preços são salgados, pois realmente demanda tempo para serem fabricados, mas mesmo que você não tenha interesse em comprar as peças vale a pena visitar o local. Como tradicionalmente ocorre no comércio de Bali, aqui a barganha no preço é bem recebida e negociada.

 

DEWA MALEN WOOD CARVING

Para os amantes do Yoga, Ubud abriga diversos estúdios de Yoga e estão abertos para quem desejar participar de uma aula. Da mesma forma, diversas lojas oferecem massagens para aqueles que desejarem relaxar.

 

Quanto a restaurantes, entre em qualquer um que tiver mesa disponível, foi o que fizemos e não nos arrependemos. A culinária balinesa é muito gostosa e se aproxima muito da brasileira, no nosso ponto de vista. Os pratos que acompanham carne de boi são mais caros, mas nada que torne a conta um verdadeiro absurdo. Come-se muito bem em Bali por um custo bastante em conta, até para os padrões brasileiros. Agora se você for vegano ou aprecia essa culinária, não deixe de ir ao ZEST, um restaurante dedicado a essa culinária com uma decoração muito interessante e aconchegante e com o visual lindo. Os restaurantes que nos alimentamos em Ubud foram: CASA LUNA; SALÁ; IBU RAI; THE CAFÉ LOTUS; BRBK UMA MENUH; e ZEST 

 

Chegada a hora de nos despedirmos de Ubud, podemos falar com toda a convicção que foi o local mais bonito que conhecemos de Bali e com certeza guardaremos ótimas recordações e saudades dos dias que passamos aqui. Selecionamos Canggu para terminar o nosso passeio por Bali, primeiro por ser litorânea e segundo por ficar mais próxima do aeroporto, pois era a nossa última parada.

 

CANGGU

 

É muito triste reconhecer, mas temos que ser bastante sinceros conosco e com quem lê as nossas dicas de viagem. Canggu não valeu a pena, comparado com os outros locais que ficamos. É um litoral não muito bonito, apesar de ter muitos surfistas, Uluwatu é bem melhor para a prática desse esporte. Digo isso pois tínhamos um surfista que fazia parte do nosso grupo. O que compensou muito foi que pegamos um excelente hotel e aqui deixamos a dica - Holiday Inn Resort Canggu. Quarto bastante confortável, com uma piscina de borda infinita no rooftop que ficamos boa parte dos nossos dias de estada em Canggu.

 

Canggu 

Agora se o seu objetivo for aproveitar a noitada e balada, nos pareceu que Canggu é um local bem apropriado. Existem diversos restaurantes e bares com espaços muito grandes e com música ao vivo que atrai e alegra muito os turistas, portanto quanto a esse aspecto vale a pena pesquisar melhor, uma vez que não desfrutamos das noites em Canggu por gostarmos mais de aproveitar os dias.

 

Nos estudos que fizemos de Bali não constava a visita a GARUDA WISNU KENCANA uma estátua gigantesca, considerada a quarta maior do mundo, 30 metros mais alta que a Estátua da Liberdade (EUA), que pode ser avistada de diversos locais de Bali, inclusive de Canggu. Isso que provocou a nossa curiosidade e interesse em visitar. Mas que fique claro, essa estátua não fica em Canggu.


Garuda é uma águia e Wisnu um dos Deuses balinês. Essa imagem é sagrada na religião hinduísta balinesa que merece ser visitada. Fomos para lá de Gojek (Uber de lá) e já chegamos  lá com o ingresso comprado on-line (120.000 rúpias por pessoa). Trata-se de um complexo bem grande que abriga 3 grandes esculturas, uma só do Deus Wisnu, uma da Garuda e a principal a do Deus Wisnu montando na Garuda. Anfiteatros com shows durante todo o dia, diversas lojas de artesanato e restaurante complementam muito bem esse local.


GARUDA WISNU KENCANA

Canggu abriga um espaço chamado LA BRISA que aos domingos tem uma feirinha de artesanato bastante disputada e que compensa muito a visita. Lindas peças de artesanato, comidas típicas, roupas, bijuterias estão disponíveis em diversos estandes espalhados por uma “vila” com casinhas rústicas muito lindas o que torna o passeio bastante aprazível.

 

LA BRISA

Não visitamos, mas é bastante recomendado ir ao templo TANAH LOT, fica em uma ilhota bem próxima ao litoral que permite fazer fotos lindas principalmente no pôr do sol. O ingresso na internet para se visitar o Templo indicava custar 60.000 rúpias por pessoa, mas como não fizemos esse passeio não podemos confirmar, mas fica aqui a dica.

 

Em Canggu as opções de restaurantes são imensas, nós fomos em: MILK & MADU; SARI; PIZZA FABBRICA; COCOMO CANGGU; BILLY HO; LACALITA; e BEACH GARDEN.

 

Estamos próximos de chegar ao final da descrição dessa maravilhosa viagem que fizemos, conhecendo locais bastante diferentes do que estamos acostumados a nos aventurar. Saímos um pouco da mesmice do mundo ocidental para descobrir, e sentir vontade de retornar, ao sudeste asiático. E com isso não poderia deixar de destacar dois assuntos que realmente nos chamaram a atenção muito positivamente, o primeiro deles foi a religião.

 

HINDUÍSMO BALINES

 

Não quero aqui me aventurar a escrever um resumo técnico a respeito dessa religião pois me falta conhecimento aprofundado sobre esse assunto. Deixo isso para os estudiosos que, com certeza, fazem muito melhor e que disponibilizam na internet todo esse conhecimento.


Quero deixar aqui um pouco do que nos foi transmitido por balineses que nos acompanharam em diversos dias enquanto fazíamos turismo na Ilha dos Deuses e o que conseguimos observar/perceber no dia a dia que frequentamos esses diferentes lugares.

 

Logo na chegada ao aeroporto de Bali lemos em um painel o seguinte texto: “One of the famous island in Indonesia is often called the “Island of the Gods”. Bali´s unique blend of ancient animism and Hinduism has created a distinct culture that permeates all aspects of life on the island.” (Uma das famosas ilhas da Indonésia é frequentemente denominada “Ilha dos Deuses”. A mistura única de animismo antigo com hinduísmo em Bali criou uma cultura distinta que permeia todos os aspectos da vida da ilha – tradução livre).


O Hinduísmo Balinês é uma religião única no mundo e sofreu influência do hinduísmo indiano e do budismo chinês, tudo isso acrescentando os aspectos da influência do animismo onde se acredita na forte presença da natureza nos aspectos da vida cotidiana.

 

Faz parte do urbanismo das vilas a presença de diversos templos. Algumas referências que lemos dizem que são mais de 22.000 templos, mas isso é impossível de se provar, pois cada casa, comércio, fazenda, pontos turísticos, grupos familiares possuem um templo, cujo tamanho e ostentação vai depender do status econômico de quem os mandou construir. Vimos um estabelecimento sendo construído e o primeiro espaço que já estava totalmente levantado, mesmo antes de cercar toda a construção, era o espaço e o templo propriamente dito.

 

Todos os dias os balineses confeccionam oferendas aos seus Deuses por razões diversas e são colocados em todos os locais da cidade sejam nos templos, nas calçadas em frente das casas/lojas/estabelecimentos, no painel frontal do carro (chegamos a ver inclusive apoiado no para-brisas do lado de fora do veículo), enfim em todos os lugares que desejarem. É normal, no dia a dia, vermos essas oferendas pisadas por pedestres que não conseguiram desviar a tempo, pois a quantidade realmente é de chamar a atenção. Essas oferendas podem ter o tamanho que a pessoa desejar, mas normalmente são pequenas, feitas de folhas de bananeira ou de alguma outra planta, onde são colocadas pétalas de flores (nos foi dito que no mínimo de três cores diferentes), alguma porção de alimento (arroz, biscoitos, doces, enfim qualquer coisa), água e incenso. Elas são oferecidas em qualquer horário do dia/noite e quantas vezes a pessoa assim desejar. 


Imagens que fazem parte da religião hinduísta balinesa estão espalhadas por todas as cidades e não é incomum existirem nas entradas de estabelecimentos privados seja de habitação ou de comércio. Isso torna Bali um local diferenciado onde nos é transmitida uma paz de espírito interior muito grande. Muitas das imagens apresentam-se para nós com características exóticas, mas todas elas têm um significado de paz, amor, alegria em estar nos recebendo.

 

Ficamos bem impressionados de como a natureza faz parte do dia a dia balinês. Os diversos restaurantes que frequentamos, se não possuía local aberto em contato direto com o verde da natureza, possuíam decorações com plantas que davam um acolhimento e adornos bastante distinto.

 

A religião hinduísta balinesa acredita na reencarnação e no karma que está presente no dia a dia de suas ações, cremos que essa influência seja um dos fatores que contribuem para que esse povo seja tão educado, alegre e hospitaleiro.

 

Como não poderia deixar de ser, outro aspecto também que nos chamou a atenção de forma bastante positiva foi a culinária.

 

CULINÁRIA BALINESA

 

A culinária balinesa é muito saborosa e bem adaptada ao paladar brasileiro. Nós gostamos muito do café da manhã que é bem diversificado e, se assim desejar, bastante natural. O sanduíche apresentado na foto consta de uma fatia de pão, avocado, ovo poche, salmão e mais verduras que tornam o paladar ainda mais saboroso.


culinária balinesa

 

Outra excelente opção é a tigela de pitaya que vem acompanhada de frutas (banana, morango, manga, berries,...), diversos grãos/cereais que só ela dá conta do recado da fome matinal. Mas é óbvio que não se limita a apenas essas opções fazendo com que o desjejum matinal seja tão esperado após o despertar. Diversos restaurante bem aprazíveis e disputados oferecem um ótimo café da manhã a um custo bastante honesto.

 

O que nos chamou atenção é a ausência de queijo no café da manhã e quando disponível em pequenas variedades e nunca servidos em grande quantidade.

 

Alguns pratos merecem ser mencionados, considerando que foram provados pelo nosso grupo cujos sabores foram aprovados, são eles Soto (sopa de carne e verdura); Gado Gado (verduras típicas com molho de amendoim, chamado satay); Nasi Goreng (arroz frito com molho de soja doce, podendo estar acompanhado de frango, ovos e satay - espetinho de carne ou frango com molho de amendoim); Mie Goreng (macarrões fritos com molho de soja doce, também com os mesmos acompanhamentos do nasi goreng).

 

Os frutos do mar, frango e porco estão mais disponíveis no cardápio, enquanto a carne de boi, apesar de presente, tem um custo mais elevado e pouca diversidade.


O carro-chefe dos balineses é o NASI GORENG (arroz frito) e o MIE GORENG (macarrão/noodles fritos) que podem vir acompanhados de frutos do mar, frango ou porco, além de um ovo frito. O prato é bem servido e o custo baixo. Esse da foto custou 190.000 rúpias (US$ 11 = R$ 58), em um restaurante de um hotel 5 estrelas de Uluwatu.


NASI GORENG (arroz frito)

 

Mas não esqueça, a pimenta está presente no tempero da maioria dos pratos, portanto se tiver alguma restrição ressalte isso ao fazer o seu pedido.

 

Podemos concluir que a alimentação complementa de forma bastante positiva a visita dos turistas nessa ilha paradisíaca.

 

Chegado ao final da nossa apresentação sobre o que fizemos em Bali, nos resta fazer uma breve conclusão.

 

CONCLUSÃO

 

Bali já faz parte dos lugares inesquecíveis que visitamos e que recomendamos o passeio por lá. Uma cultura, religião, costumes, culinária, diferentes das nossas, mas muito interessante.

 

O ponto que gostaríamos de destacar é a hospitalidade, simpatia, prestatividade e educação dos balineses, creio que deva ser pela espiritualidade que o povo balinês vive que os fazem ser pessoas tão diferenciadas em relação a todas as experiências que já pudemos ter em nossas vidas. Em todos os dias que passamos em Bali, em nenhum momento fomos advertidos ou tratados de forma ríspida, antipática, mal-educada por parte dos balineses, e olha que éramos um grupo de 6 pessoas. Os balineses são extremamente educados e simpáticos prontos para nos auxiliar sempre com sorriso no rosto.

 

Dirigir em Bali requer habilidades, outras além de saber simplesmente dirigir. As ruas são estreitas e a quantidade de scooters/motocicletas é exageradamente grande. Alia-se a tudo isso o fato de dirigir na mão esquerda. Ficamos extremamente satisfeitos e surpresos de como o serviço de GOJEK (Uber de lá) é bem proporcionado. Os motoristas são muito educados e simpáticos. Os carros são grandes e espaçosos e estão disponíveis, chegando em menos de 6 minutos para atender ao serviço. Apesar de toda a confusão aparente do trânsito não vimos nenhum acidente grave e muito menos mal-entendidos entre os motoristas que levasse a algum tipo de discussão.

 

Com o conhecimento que acumulamos nessa viagem e se a variável “dias” não for limitadora, nós sugeriríamos o seguinte cronograma de visita a Bali:

- 4 noites em Uluwatu;

- 4 noites em Nusa Penida;

- 3 noites em Nusa Lembongan;

- 5 noites em Ubud; e

- 3 noites em alguma vila situada ao norte da Ilha. Esse local creio que criou uma lacuna na nossa viagem a Bali, que pode justificar um retorno....rsrsrsrs

 

Se necessitarem de maiores informações ou detalhes nos procure em nossas redes sociais @experientesemviagens.


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